Oportunidade

terça-feira, 9 de abril de 2013

Causas do mau hálito quase sempre estão na boca, e não no estômago, dizem os especialistas.

  • Segundo dentistas, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente.


    Segundo dentistas, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente
Mau hálito é um daqueles assuntos constrangedores que dificilmente vem à tona. Mas, para quem apresenta o distúrbio, o ideal é encará-lo, pois na maioria dos casos é possível resolvê-lo com medidas simples.

"A higienização correta pode ser muito eficiente porque em mais de 80% das ocorrências o problema se origina na boca, e não no estômago", afirma Hugo Roberto Lewgoy, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), professor titular de Clínica Integrada de Atenção Básica e Biomateriais da Uniban.

Segundo o especialista, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente. Quer dizer, tem que saber diferenciar a halitose fisiológica da patológica. A primeira se caracteriza por aquele cheirinho desagradável que quase todos os mortais apresentam quando acordam, relacionado ao metabolismo do corpo humano: ocorre em decorrência de uma leve hipoglicemia noturna (redução da taxa de açúcar) provocada pelo menor fluxo salivar durante o sono, aliada ao aumento da flora bacteriana.
Conheça Alguns Mitos e Verdades Sobre o Mal Halito.
                                           
Enxaguatório bucal é bom para combater o cheiro ruim na boca. PARCIALMENTE VERDADE: a maioria dos produtos existentes no mercado não tem um efeito positivo sobre o transtorno. "E se o enxaguatório tiver álcool em sua formulação, agravará o problema devido ao ressecamento que provoca, aumentando a descamação celular, diminuindo o fluxo salivar e favorecendo a formação da saburra lingual", adverte Maurício Duarte da Conceição. Entretanto, dependendo da formulação do produto, é possível que tenha propriedades para combater o mau hálito. Mas o uso deve ser bem restrito, e preferencialmente prescrito por um dentista, pois só funcionará em casos específicos
Balas e chicletes disfarçam o distúrbio. MITO: eles mascaram o mau hálito por períodos muito curtos e algumas vezes até agravam o problema. "Por exemplo, produtos que contenham açúcares acabam servindo como fonte de energia para os micro-organismos responsáveis pela halitose", salienta Hugo Lewgoy. A automedicação e o emprego de fórmulas caseiras também devem ser evitado

Se eu sinto gosto ruim na boca, é porque estou com mau hálito. MITO: "Na halitose patológica, normalmente o portador não percebe o problema porque as células olfatórias se adaptam ao odor por tolerância. Quer dizer, em pouco tempo o paciente se acostuma ao próprio mau hálito e não consegue reconhecê-lo sozinho", assegura Hugo Lewgoy, enfatizando que é fundamental procurar um profissional de confiança e falar abertamente sobre a questão

Para não ter mau hálito é preciso higienizar os dentes e a língua. VERDADE: a higienização oral não se limita apenas ao hábito de escovar os dentes. "A utilização de escovas interdentais e de raspadores plásticos para a língua são imprescindíveis", insiste Hugo Lewgoy. Os limpadores linguais, por exemplo, precisam ser utilizados diariamente para remoção da saburra: eles podem ser duplos (com duas lâminas) ou simples (com uma lâmina), com a parte ativa mais estreita ou mais larga, com ou sem ranhuras. "É bom frisar que o movimento de limpeza deve seguir da região posterior para a anterior, sem muita pressão para não causar ferimentos. Esta é a ação mais importante e efetiva para combater o mau hálito e as diferenças poderão ser notadas logo após as primeiras aplicações". Apesar de existirem várias causas para o mau odor oral, cerca de 60, acredita-se que 90% dos casos são consequência de restos alimentares "esquecidos" na boca, conforme revela Flávio Luposeli. Para uma higienização mais profunda, a única forma de remover a placa bacteriana e o acúmulo de tártaro é com raspagem e polimento realizado por profissional especializado


Limpeza correta é fundamental

Tal desconforto, no entanto, tende a desaparecer após a primeira refeição, seguida da limpeza dos dentes, das gengivas (com escovas interdental e dental convencional) e da língua (realizada com raspadores ou higienizadores linguais). "No caso patológico, é preciso procurar ajuda e recorrer a um tratamento especializado", alerta Flávio Luposeli, cirurgião dentista especialista em estética do sorriso, pós-graduado pela Sociedade Paulista de Ortodontia, com mestrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"Também é importante não fazer jejum prolongado", completa Maurício Duarte da Conceição, pós-graduado em halitose pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, membro fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

Thinkstock


Nenhum comentário:

Postar um comentário