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sábado, 13 de abril de 2013

Doenças transmitidas pelo beijo.



Um simples beijo na boca trocado com aquele cara ou menina que estava te olhando na balada pode transmitir desde uma gripe ou resfriado e até hepatite B. “Durante o beijo existe troca de fluido salivar, então toda a doença que usa a saliva como meio de contaminação cruzada, pode ser transmitida pelo beijo”, afirma o dentista Alexandre Morita. A boca, por ser escura e úmida, também é o local ideal para que os mil tipos diferentes de organismos que a habitam se desenvolverem. Além da gripe e da hepatite B, o ato pode transmitir mononucleose, cáries, herpes labial, faringite e também amigdalite.



Mononucleose

A mononucleose, a doença do beijo, é transmitida pelo contato direto com a saliva, objetos contaminados e transfusão de sangue. O vírus Epstein-Bar fica incubado por 30 a 45 dias e uma vez infectada a pessoa o carrega para sempre, podendo ser contagioso em ocasiões especiais. Dor de garganta, fadiga, inchaço nos gânglios linfáticos, tosse, perda de apetite, inflamação no fígado e hipertrofia do baço, são os sintomas da doença, que pode ser confundida facilmente com as comuns do inverno. Como nas demais viroses, não existem medicamentos específicos para combatê-la. O tratamento é feito com antitérmicos, analgésicos, antiinflamatórios e repouso.

Herpes labial

Outra doença bem comum é a herpes labial. Não é grave, porém, requer um tratamento específico. Os sintomas são locais: lesões cutâneas cheias de líquido claro ou amarelado aparecem formando crostas quando se rompem e podem causar coceira, ardor e formigamento que duram uma semana. A ação do vírus provoca uma reação imunólogica incapaz de combatê-lo, fazendo com que algumas células guardem o genoma viral, que podem ser ativados com a ajuda de fatores ambientais ou biológicos. O tratamento é feito com antivirais que reduzem os períodos em que ela aparece. Consulte um médico se suspeitar que está com herpes simples.
Meningite
O beijo também pode transmitir a meningite, infecção causada por bactéria ou vírus que ataca as meninges, membranas protetoras do encéfalo, medula espinhal e outras partes do sistema nervoso central. Quando causada por vírus o quadro é leve e os sintomas são parecidos com os da gripe e, normalmente, espera-se que se resolva sozinho como outras viroses. Febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo são sintomas da meningite bacteriana. É importante introduzir os medicamentos adequados para combater essa forma da doença antes que cause danos neurológicos irreversíveis. É possível prevenir a meningite tomando vacinas.

Sífilis

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível e raramente é transmitida pelo beijo, causando ferida indolor na gengiva, órgãos genitais, palma da mão e planta dos pés. Mesmo sem tratamento elas podem desaparecer, mas o vírus ainda está presente no corpo e pode causar outros sintomas como manchas avermelhadas na pele e nas mucosas, além de alterações no sistema nervoso central. O tratamento é feito com antibióticos e acompanhamento através de exames de sangue.
Gripes
A gripe suína, assim como a comum, pode ser contagiosa através do contato e secreções respiratórias. Os sintomas também são conhecidos: febre, dor de cabeça e pelo corpo, dor de garganta e tosse.
Hepatite B
Há o risco de de transmissão de hepatite B, pois o vírus está presente na saliva da pessoa infectada. Os sintomas são parecidos com o da hepatite A: náuseas, vômitos, mal-estar, febre, fadiga, perda de apetite, dores abdominais, urina escura, fezes claras, icterícia (cor amarelada na pele e conjuntivas). É possível prevenir o contágio atráves da vacina. O tratamento alivia esses sintomas e suas complicações, mas não há um consenso sobre os medicamentos antivirais.
Gengivite
Quando não tratada, a gengivite, que é a inflamação da gengiva, evolui para um quadro de periodontite. A região fica vermelha e sangra. É causada pelo acúmulo de placa e tártaro nos dentes. Para tratar, é necessário fazer ir ao dentista fazer uma limpeza e manter os cuidados diários: “O principal cuidado que todos devem ter é escovar da maneira correta diariamente. Uma escovação correta consiste em utilizar a escova certa em todos os dentes e língua e passar fio ou fita dental, além de fazer visitas periódicas ao dentista, pelo menos de seis em seis meses” esclarece, Alexandre.

Cárie

O dentista também afirma que a cárie é uma doença multifatorial. Seu surgimento pode ocorrer devido à presença de carboidratos e sacarose na alimentação; estrutura sociocultural, aspectos hereditários e imonológicos, além dos microorganismos presentes na cavidade bucal, no entanto, estes não são determinantes, e sim, participativos. Há quem afirme que o contato pode transmitir a cárie.
Alexandre atenta que a única maneira de evitar qualquer contaminação de qualquer doença pelo beijo é sabendo quem beijar. Também é importante higienizar as mãos sempre que possível, não compartilhar objetos ítimos como escovas de dentes.
Se você quer aproveitar o Dia do Beijo, faça uma boa escovação para também prevenir a halitose (mau hálito).

terça-feira, 9 de abril de 2013

Causas do mau hálito quase sempre estão na boca, e não no estômago, dizem os especialistas.

  • Segundo dentistas, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente.


    Segundo dentistas, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente
Mau hálito é um daqueles assuntos constrangedores que dificilmente vem à tona. Mas, para quem apresenta o distúrbio, o ideal é encará-lo, pois na maioria dos casos é possível resolvê-lo com medidas simples.

"A higienização correta pode ser muito eficiente porque em mais de 80% das ocorrências o problema se origina na boca, e não no estômago", afirma Hugo Roberto Lewgoy, mestre e doutor pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP), professor titular de Clínica Integrada de Atenção Básica e Biomateriais da Uniban.

Segundo o especialista, é normal ter mau hálito durante algumas horas do dia, porém não permanentemente. Quer dizer, tem que saber diferenciar a halitose fisiológica da patológica. A primeira se caracteriza por aquele cheirinho desagradável que quase todos os mortais apresentam quando acordam, relacionado ao metabolismo do corpo humano: ocorre em decorrência de uma leve hipoglicemia noturna (redução da taxa de açúcar) provocada pelo menor fluxo salivar durante o sono, aliada ao aumento da flora bacteriana.
Conheça Alguns Mitos e Verdades Sobre o Mal Halito.
                                           
Enxaguatório bucal é bom para combater o cheiro ruim na boca. PARCIALMENTE VERDADE: a maioria dos produtos existentes no mercado não tem um efeito positivo sobre o transtorno. "E se o enxaguatório tiver álcool em sua formulação, agravará o problema devido ao ressecamento que provoca, aumentando a descamação celular, diminuindo o fluxo salivar e favorecendo a formação da saburra lingual", adverte Maurício Duarte da Conceição. Entretanto, dependendo da formulação do produto, é possível que tenha propriedades para combater o mau hálito. Mas o uso deve ser bem restrito, e preferencialmente prescrito por um dentista, pois só funcionará em casos específicos
Balas e chicletes disfarçam o distúrbio. MITO: eles mascaram o mau hálito por períodos muito curtos e algumas vezes até agravam o problema. "Por exemplo, produtos que contenham açúcares acabam servindo como fonte de energia para os micro-organismos responsáveis pela halitose", salienta Hugo Lewgoy. A automedicação e o emprego de fórmulas caseiras também devem ser evitado

Se eu sinto gosto ruim na boca, é porque estou com mau hálito. MITO: "Na halitose patológica, normalmente o portador não percebe o problema porque as células olfatórias se adaptam ao odor por tolerância. Quer dizer, em pouco tempo o paciente se acostuma ao próprio mau hálito e não consegue reconhecê-lo sozinho", assegura Hugo Lewgoy, enfatizando que é fundamental procurar um profissional de confiança e falar abertamente sobre a questão

Para não ter mau hálito é preciso higienizar os dentes e a língua. VERDADE: a higienização oral não se limita apenas ao hábito de escovar os dentes. "A utilização de escovas interdentais e de raspadores plásticos para a língua são imprescindíveis", insiste Hugo Lewgoy. Os limpadores linguais, por exemplo, precisam ser utilizados diariamente para remoção da saburra: eles podem ser duplos (com duas lâminas) ou simples (com uma lâmina), com a parte ativa mais estreita ou mais larga, com ou sem ranhuras. "É bom frisar que o movimento de limpeza deve seguir da região posterior para a anterior, sem muita pressão para não causar ferimentos. Esta é a ação mais importante e efetiva para combater o mau hálito e as diferenças poderão ser notadas logo após as primeiras aplicações". Apesar de existirem várias causas para o mau odor oral, cerca de 60, acredita-se que 90% dos casos são consequência de restos alimentares "esquecidos" na boca, conforme revela Flávio Luposeli. Para uma higienização mais profunda, a única forma de remover a placa bacteriana e o acúmulo de tártaro é com raspagem e polimento realizado por profissional especializado


Limpeza correta é fundamental

Tal desconforto, no entanto, tende a desaparecer após a primeira refeição, seguida da limpeza dos dentes, das gengivas (com escovas interdental e dental convencional) e da língua (realizada com raspadores ou higienizadores linguais). "No caso patológico, é preciso procurar ajuda e recorrer a um tratamento especializado", alerta Flávio Luposeli, cirurgião dentista especialista em estética do sorriso, pós-graduado pela Sociedade Paulista de Ortodontia, com mestrado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"Também é importante não fazer jejum prolongado", completa Maurício Duarte da Conceição, pós-graduado em halitose pela Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, membro fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Halitose.

Thinkstock


Maioria das pastas branqueadoras não clareia dentes, mostra teste.


Maioria das pastas branqueadoras não clareia dentes, mostra teste

FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Quase todas as pastas de dentes que se dizem clareadoras ou branqueadoras não cumprem o que prometem. A conclusão é de um estudo realizado pela Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) com os sete produtos que têm mais representatividade no mercado nacional. Os resultados mostraram que apenas dois deles possuem efeito clareador nos dentes.
O mais barato de todos, Close-Up Extra Whitening, foi também o que apresentou melhor efeito. Já o mais caro, Sensodyne Branqueador Extra Fresh, foi o que melhor se saiu em testes que medem abrasividade e irritabilidade, mas seu efeito branqueador foi nulo.
Para avaliar o efeito clareador, foram feitos 3.000 movimentos circulares em amostras de dentes humanos, o que equivale à escovação de um mês. A metodologia, diz a Pro Teste, é padronizada pela American Dental Association.
Usou-se um colorímetro, método que mediu a cor dos dentes antes e depois das escovações, para identificar se houve mudança. Além da pasta da Close-Up, o Colgate Total 12 Whitening foi eficaz. Todos os demais foram reprovados.
Em relação à rotulagem e à quantidade de flúor, não foram encontrados problemas.
Arte/Folha
Abrasivas
O teste demonstrou que essas pastas são, em geral, mais abrasivas do que as comuns, o que pode gerar desgaste nos dentes. "Todos os cremes dentais têm abrasivos, inclusive os infantis. Mas, nos branqueadores, eles estão em maior quantidade", diz Marina Jakubowski, química da Pro Teste.
Ela recomenda que mesmo os cremes dentais que realmente clareiam não sejam usados sempre nem por muito tempo. "O ideal é utilizá-los por um mês, por exemplo, e depois dar um tempo. Ou usá-los apenas em uma das escovações de cada dia, alternando-o com pastas comuns."
O uso frequente de substâncias abrasivas torna o esmalte dental mais desgastado. "Além do incômodo estético, o desgaste pode levar à exposição da dentina (camada interna do dente), o que pode gerar dor e hipersensibilidade", afirma Cláudia Worschech, diretora científica da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética.
Ela afirma que pastas de dente geralmente não têm componentes realmente branqueadores, como peróxido de hidrogênio, usado em clareamentos supervisionados pelos dentistas -que, segundo ela, são mais seguros. "O que ocorre é que, por serem mais abrasivas, essas pastas limpam a sujeira de fora do dente e, por isso, ele parece mais claro. Se o dente estiver sujo ou manchado, então, elas promovem um polimento. Mas isso é limpeza. Clareamento mesmo é quando uma ação química modifica a cor de dentro do dente."
Worschech acredita que fabricantes não utilizem o peróxido de hidrogênio por ele perder a estabilidade misturado a outras substâncias presentes nos cremes dentais.
Segundo Jakubowski, da Pro Teste, em todos os produtos estudados, os princípios ativos são substâncias abrasivas, especialmente sílica.
A Pro Teste analisou ainda a irritabilidade dos produtos, com um teste feito em uma mucosa construída a partir de células humanas com características semelhantes à mucosa da boca -método também padronizado pela American Dental Association.
Foi medida a quantidade de células que continuavam vivas 24 horas após o uso dos produtos. O aceitável, para essas pastas, eram alterações em, no máximo, 50%. Quanto mais células sobrevivessem, melhor.
O resultado mostrou que a maioria dos cremes dentais danifica de 40% a 50% das células. "Esse tipo de produto é moderadamente citotóxico [tóxico às células]. Pode gerar mais problemas para quem já tem retração gengival", diz Jakubowski.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirma que cremes dentais clareadores são sujeitos a registro e que exige informações como composição e testes que mostrem eficácia e segurança.
Afirma, ainda, que as empresas sofrem inspeção na linha de produção e que os produtos ficam sujeitos às vigilâncias sanitárias estaduais e municipais após chegar ao mercado.
Arte/Folha

Outro lado
A GlaxoSmithKline, fabricante do Aquafresh Ultimate White e do Sensodyne Branqueador Extrafresh, afirmou, por meio de nota oficial, que ambos os produtos "são registrados na Anvisa e comercializados no Brasil e em diversos países da América e da Europa".
A empresa acrescenta que, "segundo a Associação Brasileira de Odontologia, não existem testes padronizados e específicos para determinar o branqueamento dos dentes. Várias são as metodologias disponíveis e a GSK (GlaxoSmithKline) possui testes internacionais realizados para comprovação do efeito branqueador".
"Temos cinco estudos clínicos, três deles realizados com mais de 1.500 pacientes ao total, que mostram a ação de branqueamento do Crest Extra Whitening superior à de um creme dental sem branqueador", diz Alexander Froio, gerente da área técnica da Procter & Gamble. "Não sei quanto essa metodologia in vitro [em laboratório, adotada pela Pro Teste] reflete o resultado in vivo."
Segundo a empresa, em um estudo, a intensidade das manchas em dentes de usuários do Crest Extra Whitening diminuiu 24% em seis semanas, em comparação a um grupo controle, e sua área, 36%.
Outro concluiu não haver diferença significativa entre o Crest Extra Whitening e concorrentes da mesma categoria.
Procurada pela reportagem, a Colgate-Palmolive, responsável pelas marcas Sorriso e Colgate, não se posicionou sobre o teste.
Colaboraram JULIANA CALDERARI e MAURÍCIO HORTA

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cuidados Com Aparelho Ortodôntico.


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Cuidados


Existem certos cuidados a tomar com o aparelho ortodôntico, especialmente se for o aparelho ortodôntico fixo.
É necessário, além dos cuidados básicos, ter uma boa escovação. Você pode encontrar dicas de higienização na seção Limpeza.
Maus hábitos pessoais e com a alimentação pode ocasionar danos ao aparelho ortodôntico e prolongar o tratamento. É essencial relatar, o quanto antes, qualquer dano ou problema com seu aparelho ortodôntico ao seus ortodôntista para que seja efetuado o reparo e o tratamento não seja afetado em larga escala.
Medidas fáceis podem ser tomadas para evitar que problemas aconteçam.
  • Cuidados pessoais

    • Evite roer unhas, morder canetas, lápis.
    • Não mexa ou cutuque o aparelho.
  • Cuidados com a alimentação

    • Não degustar de balas, chicletes e pirulitos, especialmente doces grudentos e duros demais.
    • Evite comer carnes, pois podem grudar nos braquetes.
    • Corte em pedaços pequenos frutas e vegetais mais duros, como maça e cenoura.
    • Evite morder gelo ou comer castanhas muito duras.
  • Cuidados com a higiene

    • Siga as dicas de escovação na seção de Limpeza para melhor higienização e para evitar a descalcificação do dentes, que formam a conhecida mancha branca.
    • Evite de bater a escova nos brackets ou no fio ortodôntico ao escovar os dentes.
    • Faça sempre o uso de fio dental e colutório que também ajudam a prevenir a descalcificação e a placa.
  • Danos ao aparelho ortodôntico

    • Utilize da cera ortodôntica para evitar feridas na boca e na parte interna da bochecha caso o fio ortodôntico se solte de algum Tubo ou Bracket.
    • Comunique assim que possível ao seu ortodontista qualquer dano ou se achar que alguma coisa no aparelho ortodôntico está diferente/errada.
  • Desconforto

    • É normal sentir uma pequena mobilidade nos dentes no percurso do tratamento.
    • No ínicio do tratamento e de depois de cada manutenção, o aparelho ortodôntico pode fazer com que os dentes fiquem doloridos. Nesse caso aconselha-se o uso de um analgésico leve, devidamente receitado pelo seu ortodontista.
    • No caso de desconforto é essencial fazer a alimentação com alimentos de fácil ingestão, de preferência líquidos ou pastosos.